Presidente Bolsonaro e Rodrigo Maia articulam para acabar com a estabilidade do Servidor

O Governo Federal encaminhará ao Congresso, nos próximos dias, o projeto da reforma administrativa, que deve prever o fim da estabilidade para Servidores públicos. Essa discussão foi feita no domingo, dia 6 de outubro, entre o presidente da República, Jair Bolsonaro, e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), em um encontro fora da agenda no Palácio da Alvorada.

Os presidentes também destacaram a regra de ouro, mecanismo que proíbe o Governo de fazer dívidas para pagar despesas correntes, como salários, benefícios de aposentadoria, contas de luz e outros custeios da máquina pública, por exemplo. O Executivo também vai propor mudanças. Existem várias propostas em curso, e a ideia também é modificar essa importante regra.

ADALBERTO FÉLIX

“Acabar com a estabilidade do Servidor público, consequentemente criará diversos cabides de empregos. A Prefeitura virará um curral eleitoral e prejudicará ainda mais a população. Os serviços ficarão precários, porque os funcionários atuais conhecem a coisa pública. Então, não podemos aceitar esse duro golpe contra o funcionalismo em geral”, afirma Adalberto Félix, presidente do SFPMIS.

OMISSÃO DOS GRANDES VEÍCULOS

Segundo o presidente Adalberto, existe uma omissão por parte dos grandes veículos de comunicação. Divulgam timidamente a tentativa de o Governo tirar a estabilidade do Servidor. “É lamentável a omissão da imprensa. As entidades sindicais têm o dever de informar os trabalhadores do serviço público. Estamos correndo muitos riscos, e precisamos combater essas arbitrariedades”.

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